Uma jornada futurista e filosófica
Publicado pela Morro Branco, livro de Becky Chambers, vencedora do Prêmio Hugo, apresenta uma visão otimista para um mundo cada vez mais distópico
Em Salmo para um robô peregrino (Morro Branco, 176 pp, R$ 54 – Trad.: Fábio Fernandes), o primeiro livro da nova série Monge e o Robô, Becky Chambers, vencedora do Prêmio Hugo, apresenta uma visão otimista para um mundo cada vez mais distópico. Na obra, passaram-se séculos desde que os robôs de Panga ganharam autoconsciência e abandonaram as fábricas; séculos desde que peregrinaram para a vastidão selvagem e nunca mais foram vistos; séculos desde que desvaneceram em mitos e lendas urbanas. Um dia, a vida de Dex, um monge de chá com sentimentos de incompletude e insatisfação, é perturbada pela repentina chegada de um robô que veio para honrar uma velha promessa de checar como os humanos estão. Esse robô não pode voltar até que uma questão essencial seja respondida: “De que os humanos precisam?” Mas a resposta para essa pergunta depende muito de quem pergunta, e como. Assim, dois aliados improváveis partem em uma jornada filosófica sobre propósito, anseios e pertencimento.
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