O grande poema heroico da literatura mundial
Editora 34 publica edição bilíngue de 'Beowulf e outros poemas anglo-saxônicos' com tradução de Elton Medeiros e prefácio de Jorge Luis Borges
“Hwæt!” Era gritando essa palavra que J. R. R. Tolkien, o autor de O Senhor dos Anéis, iniciava suas aulas de inglês antigo na Universidade de Oxford. Os alunos, temerosos, corriam para seus lugares: eles não sabiam que o professor estava apenas recitando os primeiros versos de Beowulf, um dos mais célebres poemas da literatura anglo-saxônica, composto no século VIII e que até hoje entusiasma leitores no mundo inteiro, de investigadores acadêmicos a fãs de RPG. Ambientado na Escandinávia dos séculos V e VI, em meio a uma natureza mítica, formada por mares, penhascos e seres fantásticos saídos das sombras, e tendo como centro da vida social o grandioso “salão do hidromel”, o poema narra os feitos do herói Beowulf, que livra a corte do rei Hrothgar do temível Grendel, um monstro aterrorizante, e, 50 anos depois, tem um novo e decisivo confronto, desta vez com um dragão alado. Esta obra, repleta de imagens e com ecos da Ilíada, da Eneida, dos Evangelhos, da mitologia nórdica e das sagas germânicas, capturou a imaginação de vários artistas e escritores de nosso tempo, entre eles Jorge Luis Borges, que assina o prefácio deste volume. Publicado em edição bilíngue, Beowulf e outros poemas anglo-saxônicos (séculos VIII-X) (Editora 34, 368 pp, R$ 86) conta com tradução em prosa de Elton Medeiros, autor também das notas e de um posfácio em que contextualiza histórica e literariamente a produção da obra bem como sua recepção, desde a descoberta do manuscrito, em 1705, até os mais recentes desdobramentos da crítica no século XXI.
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