Qual a história da psicanálise?
Contra o 'psicanalismo' que se abateu sobre a disciplina, livro resgata uma outra história da psicanálise
O psicanalista Florent Gabarron-Garcia resgata no livro Uma história da psicanálise popular (Ubu, 224 pp, R$ 69,90 – Trad.: Célia Euvaldo) uma história comprometida com valores progressistas. Trazendo à luz as práticas clínicas e políticas concretas de psicanalistas em seu contexto histórico, o autor se contrapõe a um “psicanalismo” que, em nome de uma neutralidade política, foi ficando notadamente reacionário, ao mesmo tempo que se tornava cada vez mais hegemônico. Gabarron-Garcia recupera o contexto em que Freud defende uma visão política favorável ao comunismo, segue de perto experiências vanguardistas como a de Vera Schmidt na Rússia bolchevique, passando pelo percurso de Wilhelm Reich, Marie Langer e François Tosquelles até chegar na renovação da psicanálise alemã com o SPK em Heidelberg nos anos 1970. Contra o psicanalismo que se abateu sobre a disciplina, este livro oferece uma outra história da psicanálise, mostrando que ela não é jamais neutra e que seu valor histórico deve ser considerado na busca de uma sociedade mais justa.
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