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Revisitando o passado

06 de agosto de 2021
1 min de leitura

Em 'Cartas para minha avó', Djamila Ribeiro apresenta um relato memorialístico sobre ancestralidade, feminismo e antirracismo na criação de filhos

Em Cartas para minha avó (Companhia das Letras, 200 pp, R$ 34,90), a filósofa Djamila Ribeiro revisita sua infância e adolescência para discutir temas como ancestralidade negra e os desafios de criar filhos numa sociedade racista. O relato se dá na forma de cartas a sua saudosa avó Antônia — carinhosa e amorosa, conhecedora de ervas curativas e benzedeira requisitada. A cumplicidade que sempre houve entre avó e neta é o que permite que a autora rememore episódios difíceis, como a perda do pai e da mãe, as agressões que sofreu como mulher negra no Brasil e os desafios para integrar a vida acadêmica. Djamila também fala de relacionamentos amorosos e experiências profissionais, das músicas, das leituras e das amizades que a acompanharam em sua construção pessoal — e da percepção paulatina de que a memória das lutas e das conquistas das pessoas negras que vieram antes de nós é a força que nos permite seguir adiante.

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Talita Facchini

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