Mistura de mágica e realidade em uma jornada de autodescoberta
Ao lado do amigo Nilo, Aiko enfrenta racismo, conflitos familiares e dilemas de identidade enquanto desvenda a história da avó
Em Flauta de bambu (Rocco, 328 pp, R$ 84,90), escrito por Giu Murakami e ilustrado por Hiro Kawahara, uma adolescente nipo-brasileira recebe da sua batchan a missão de reencontrar Kimiko, uma amiga desaparecida desde os bombardeios na Segunda Guerra Mundial. Ela acaba mergulhando em uma jornada que atravessa a Amazônia, navega nas ondas da pororoca e encontra o universo fantástico de yokais e encantados ― mesmo que no começo ela não acredite em nada disso… Ao lado do amigo Nilo, ela enfrenta racismo, conflitos familiares e dilemas de identidade enquanto desvenda a história da avó e, por meio da música de uma flauta mágica, descobre a força dos laços familiares e culturais. A aventura transforma-se em um percurso de autodescoberta no qual realidade e imaginação se misturam, revelando que amizade e memória são fios que conectam pessoas, lugares e modos de viver.
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