Salman Rushdie participa do Literature Gala na Feira do Livro de Frankfurt
Em rara aparição pública, o autor anglo-indiano estará presente no evento que ocorre sábado (21), às 19h, e que irá discutir as grandes convulsões políticas e sociais do nosso tempo e os desafios do futuro
No sábado (21 de outubro), o autor indiano Salman Rushdie será o centro das atenções na Feira do Livro de Frankfurt. Em uma rara aparição pública, às 19h, ele participará do Literature Gala e falará ao público sobre seu novo livro Victory city, romance épico sobre poder, amor e o que significa ser humano.
Desde que sofreu um atentado em agosto de 2022, Rushdie – homenageado com o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão – fez poucas aparições públicas. “Fiquei muito emocionado por Salman Rushdie não perder a oportunidade de conhecer pessoalmente o público em Frankfurt, além de participar da cerimônia de entrega do Prêmio da Paz. É uma grande honra para mim receber Rushdie mais uma vez na Feira”, comentou o diretor do evento, Juergen Boos.
Em uma entrevista recente por ocasião da 75ª Feira de Frankfurt, Rushdie enfatizou a importância da feira do livro como um local de intercâmbio democrático: “A Feira de Frankfurt é um dos fóruns culturais mais importantes do mundo ocidental. […] A sua influência reside precisamente na livre troca de ideias, através de livros, entre muitas culturas. Essas trocas são vitais para a transformação social e para a democracia”, disse.
Tendo isso em mente, o Literature Gala se concentrará em discutir as grandes convulsões políticas e sociais do nosso tempo e nos desafios do futuro. Outros autores como Cornelia Funke, Christopher Clark, Lizzie Doron, Thomas Hettche e Amir Gudarzi também participam do evento.
Em 2015, Salman abriu a Feira de Frankfurt para os jornalistas e defendeu que “sem liberdade de expressão não há nenhum outro tipo de liberdade” e que atentados a essa prerrogativa afetam a natureza humana.
Em maio deste ano, ao receber o British Book Award for Freedom to Publish, Rushdie agradeceu por meio de um vídeo e disse que “vivemos em um momento, eu acho, no qual a liberdade de expressão e de publicação nunca esteve tão ameaçada no Ocidente, não durante a minha vida”.
Rushdie é autor de Os versos satânicos – publicado por aqui pela Companhia das Letras – e no fim da década de 1980, foi jurado de morte pelo governo iraniano pela publicação da obra.
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