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Pessoas no centro: como avançar nas práticas de gestão de pessoas no mercado editorial

02 de julho de 2024
3 min de leitura
Existe um compromisso ético que devemos assumir, como indústria, de fazer o possível para o crescimento do nosso ecossistema | © Freepik
Existe um compromisso ético que devemos assumir, como indústria, de fazer o possível para o crescimento do nosso ecossistema | © Freepik

A transformação do setor está sendo conduzida por empresas de diferentes portes e regiões do Brasil

O crescimento consistente das empresas que formam o ecossistema do mercado editorial está indissociavelmente ligado à capacidade dos líderes de colocar as pessoas no centro. Em tempos de avanços da inteligência artificial é comum o engano de pensar que o investimento em tecnologia é o que há de essencial na estratégia empresarial, mirando o futuro e a perenidade do negócio. Entretanto, acredito que essa opção se mostra equivocada quando pensamos no que deveria ser o real propósito empresarial.

Para ancorar essa reflexão, trago à conversa o recente mapeamento e premiação As Melhores Empresas para Trabalhar do Mercado Editorial, conduzido pelo Great Place to Work em parceria com o PublishNews. Quando analisamos as práticas de gestão das oito empresas que se destacaram (ver lista), fica claro que elas têm em comum a certeza de que empresas são feitas para e por pessoas. Como espaços de transformação social, são inspiradas por propósitos e alimentadas pelo talento dos colaboradores.

Nessa primeira edição da pesquisa, vimos que a transformação do mercado editorial – no que se relaciona à gestão de pessoas – está sendo conduzida por empresas de diferentes portes e regiões do Brasil. Elas estão conduzindo práticas que resgatam a importância de enxergar um colaborador para além da classificação de funcionário ou empregado. Têm investido em práticas e programas de saúde mental e bem-estar; oferecem modelo de jornada híbrida; e apostam na diversidade como uma potência da força de trabalho.

A pesquisa mostrou, por exemplo, que 40% dos cargos de liderança das premiadas são ocupados por mulheres e que o capital humano está no centro dos ativos estratégicos dessas casas editoriais. Um ponto relevante é que não estamos falando de grandes editoras com recursos relevantes para investir; ao contrário, são empresas – algumas de origem familiar – que vivem jornadas empreendedoras bastante desafiadoras. Ainda assim, têm muito a ensinar sobre a arte de colocar pessoas no centro do processo.

Diante desses resultados, a pesquisa se mostrou uma excelente oportunidade de trocas de expertises e experiências; é, ainda, um convite para que as empresas mais tradicionais do mercado editorial se engajem nas próximas edições. Existe um compromisso ético que devemos assumir, como indústria, de fazer o possível para o crescimento do nosso ecossistema. Por ser vital para a educação e o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo, precisamos construir bases sólidas para um presente e futuro significativo.

Óbvio que ainda temos muito a avançar com esse mapeamento e um longo trabalho pela frente, mas o primeiro passo já foi dado; os primeiros questionamentos já foram feitos e respondidos; e os aprendizados reunidos estão sendo a base para pavimentar as inovações que queremos implementar para o crescimento do ecossistema do mercado do editorial.

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Lu Magalhães
Lu Magalhães

*Lu Magalhães é fundadora do Grupo Primavera (Pri, de primavera & Great People Books), sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universida...

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