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Carlo Ginzburg, historiador italiano, morre aos 87 anos

17 de junho de 2026
2 min de leitura
Carlo Ginzburg (1939-2026) | © Lucila Wroblewski / Companhia das Letras
Carlo Ginzburg (1939-2026) | © Lucila Wroblewski / Companhia das Letras

Autor transformou a maneira de compreender o passado ao dar protagonismo às vozes anônimas e aos personagens frequentemente esquecidos pela história oficial

O historiador italiano Carlo Ginzburg morreu nesta quarta-feira (17), aos 87 anos, segundo a agência de notícias Ansa. Autor de O queijo e os vermes, entre diversos outros livros, ele ficou conhecido pelo conceito de “micro-história”, transformando a maneira de compreender o passado ao dar protagonismo às vozes anônimas e aos personagens frequentemente esquecidos pela história oficial. Sua obra era publicada no Brasil pela Companhia das Letras.

Nascido em Turim, em 1939, filho da escritora Natalia Ginzburg e do intelectual antifascista Leone Ginzburg, percorreu uma trajetória acadêmica de alcance internacional, lecionando em instituições como as universidades de Bolonha, Harvard, Yale, Princeton e UCLA. “Sua reflexão ultrapassou os limites da historiografia, influenciando áreas como a antropologia, a crítica literária, a história da arte e os estudos culturais”, diz o comunicado da editora publicado nas redes sociais.

Sua obra acompanha os 40 anos de história da Companhia das Letras: O queijo e os vermes foi o 25º título publicado pela editora, em 1987. Mitos, emblemas, sinais, Relações de força, Os andarilhos do bem e História noturna são alguns dos outros lançados pela casa.

Lilia Moritz Schwarcz, historiadora e cofundadora da Companhia das Letras, tem em Ginzburg uma de suas maiores referências. “Ele era um historiador erudito, inovador, curioso, dono de uma metodologia original para a história e muito divertido. Além de uma pessoa gentil, atenta e sempre muito inteligente. […] Vai fazer muita falta. Mas seus livros continuarão ensinando — junto com ele”, disse em seu Instagram.

“Com o falecimento de Carlo Ginzburg, perde-se uma das figuras mais importantes do panorama intelectual, cívico e moral italiano. Seus estudos históricos e etnoantropológicos foram e continuarão sendo uma referência essencial para gerações de estudiosos e entusiastas”, declarou o ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli.

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Guilherme Sobota
Guilherme Sobota

Editor-chefe do PublishNews. Jornalista formado pela UFPR, Sobota começou a carreira no Jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de trabalhar com assessoria de impre...

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