Desmontando expectativas em torno da maternidade
Livro de Jacqueline Rose confronta as principais ideias, símbolos e metáforas em torno da maternidade
Em uma de suas principais obras Um ensaio sobre o amor e a crueldade (Fósforo, 224 pp, R$ 84,90 — Tradução: Flávia Costa Neves Machado), Jacqueline Rose desmonta expectativas em torno da maternidade e examina com clareza brutal como a figura materna se tornou, em diferentes esferas, alvo de crueldade consentida e exclusão social. Ao mobilizar história, política, psicanálise e literatura, a autora aborda as forças implacáveis que operam no discurso ocidental, ora tendendo à idealização, ora partindo para uma culpabilização impiedosa das mulheres que maternam. Seguindo o fio dos acontecimentos das últimas décadas, Rose demonstra que, com frequência, gestantes e mães solo são retratadas pela imprensa como ameaças ao bem-estar da sociedade, além de trazer dados aterrorizantes em relação às suas participações na vida pública. Ao revisitar psicanalistas como Sigmund Freud, Donald W. Winnicott e Melanie Klein, e incorporar contribuições vindas do feminismo, o livro confronta as principais ideias, símbolos e metáforas em torno da maternidade.
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