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Artista que fez de sua garganta um espaço definitivo de insurreição

17 de julho de 2026
1 min de leitura

A jornalista Lígia Moreli analisa a contínua reinvenção estética e política da cantora Elza Soares

Uma homenagem potente e necessária a uma das maiores vozes da música brasileira. Em Elza Soares: insurreição na garganta (Edições Sesc, 160 pp, R$ 60), a jornalista Lígia Moreli analisa a contínua reinvenção estética e política da cantora. A obra foca na transição artística de Elza em direção ao posicionamento consolidado no emblemático álbum A mulher do fim do mundo (2015), apoiando-se em reflexões sobre feminismo, negritude, mídia e psicanálise. Com prefácio de Fabiana Cozza e rico acervo fotográfico, o volume traz entrevistas realizadas com artistas e pesquisadores para desvelar a relevância de um ícone que transformou sua dor em protesto contra o racismo, o machismo e o etarismo.

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Beatriz Sardinha

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