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O esgotamento das democracias liberais

03 de agosto de 2026
1 min de leitura

Livro traz a crise das democracias contemporâneas numa reflexão em primeira pessoa sobre a tentação de ceder

A partir de uma premissa corrosiva, Quero me tornar fascista (Vestígio, 128 pp, R$ 59,90 — Tradução: Eduardo L. Soares) transforma a crise das democracias contemporâneas numa reflexão em primeira pessoa sobre a tentação de ceder. Entre Trump, Milei, Meloni, Le Pen e o rastro deixado pelo orbânismo na Europa e pelo bolsonarismo no Brasil, Fortier examina o esgotamento das democracias liberais, a política transformada em espetáculo, o ressentimento contra as elites culturais e o colapso das formas tradicionais de convivência coletiva. A falsa “terapia de conversão” leva a uma pergunta incômoda: o fascismo retorna porque convence ou porque muitos preferem adaptar-se a ele? Fortier argumenta como o autoritarismo contemporâneo se alimenta menos de grandes doutrinas do que de pequenas concessões: o silêncio conveniente, a neutralidade covarde, o cansaço democrático, a vontade de ordem, a raiva convertida em método.

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Beatriz Sardinha

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