Entre a fratura e a asa, Alexandra Maia constrói narrativa poética sobre recomeços
Terceiro livro da autora, “Talvez falte um poema” reúne seis anos de poesias e chega às prateleiras pela Janela + Mapa Lab
Dividido em quatro movimentos,Talvez falte um poema (Janela + Mapa Lab) é o terceiro livro da poeta carioca Alexandra Maia. A obra reúne poemas escritos e depurados ao longo de seis anos e constrói, a partir do fim de uma relação amorosa, um percurso entre memória, desejo, perda e reinvenção. O livro será lançado nesta quinta-feira, dia 13 de agosto, às 19h, na Janela Livraria do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, com leitura de poemas e o animado momento dos autógrafos.
Embora cada poema possa ser lido de forma independente, a sequência foi concebida como uma unidade narrativa. Os quatro movimentos (Fratura, Espiral, Fenda e Asa) acompanham diferentes estágios de uma transformação, sem obedecer necessariamente a uma cronologia: passado e presente se cruzam enquanto corpo, memória e desejo vão adquirindo novos sentidos.
“Este livro tem uma estrutura muito mais próxima da de um romance. Existe um arco narrativo, mas também um final aberto. É como se fosse um filme que permite ao leitor imaginar livremente o que vem a seguir”, explica no release Alexandra, que também atua como produtora de cinema.
Talvez falte um poema chega 27 anos depois da estreia da autora, com Coração na boca (7Letras, 1999), e sete anos após Um objeto cortante (Numa, 2019), publicado também em Portugal e na Colômbia. Se a concisão e a construção de imagens já estavam presentes nos trabalhos anteriores, desta vez a poeta buscou organizar os textos como partes de um mesmo percurso.
“O livro parte da experiência, mas a literatura acontece justamente quando ela deixa de ser apenas minha e passa a pertencer também ao leitor. O desafio era fazer com que uma experiência individual pudesse ser reconhecida por qualquer pessoa que já viveu uma perda, uma mudança ou precisou reinventar a própria vida”, afirma.
Na apresentação do livro, a escritora Adriana Lisboa destaca justamente a relação entre palavra, dor e desejo na obra: “Os poemas de Alexandra Maia são gestos cuidadosos que testam a força da palavra e sua capacidade de sorver e absorver redemoinhos, de acolher dor e desejo com a mesma atenção”.
A construção do livro também incorpora diálogos com outras linguagens artísticas. Entre as referências citadas pela autora estão as artistas Doris Salcedo e Adriana Varejão e o bailarino Kazuo Ohno (1906-2010), além de escritores como Ana Martins Marques, Cristina Peri Rossi, Adília Lopes (1960-2024), Anne Sexton (1928-1974), Pablo Neruda (1904-1973), Fernando Pessoa (1888-1935) e Silviano Santiago.
Alexandra Maia organizou o livro 100 anos de poesia – Um panorama da poesia brasileira no século XX (O Verso Edições, 2000) e é cocriadora do Poesia Livre, projeto iniciado em 2020 como uma série de encontros sobre poesia contemporânea e que atualmente também existe em formato de podcast, produzido em parceria com Luiza Mussnich.
Dividido em quatro movimentos,Talvez falte um poema (Janela + Mapa Lab) é o terceiro livro da poeta carioca Alexandra Maia. A obra reúne poemas escritos e depurados ao longo de seis anos e constrói, a partir do fim de uma relação amorosa, um percurso entre memória, desejo, perda e reinvenção. O livro será lançado nesta quinta-feira, dia 13 de agosto, às 19h, na Janela Livraria do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, com leitura de poemas e o animado momento dos autógrafos.
Embora cada poema possa ser lido de forma independente, a sequência foi concebida como uma unidade narrativa. Os quatro movimentos (Fratura, Espiral, Fenda e Asa) acompanham diferentes estágios de uma transformação, sem obedecer necessariamente a uma cronologia: passado e presente se cruzam enquanto corpo, memória e desejo vão adquirindo novos sentidos.
“Este livro tem uma estrutura muito mais próxima da de um romance. Existe um arco narrativo, mas também um final aberto. É como se fosse um filme que permite ao leitor imaginar livremente o que vem a seguir”, explica no release Alexandra, que também atua como produtora de cinema.
Talvez falte um poema chega 27 anos depois da estreia da autora, com Coração na boca (7Letras, 1999), e sete anos após Um objeto cortante (Numa, 2019), publicado também em Portugal e na Colômbia. Se a concisão e a construção de imagens já estavam presentes nos trabalhos anteriores, desta vez a poeta buscou organizar os textos como partes de um mesmo percurso.
“O livro parte da experiência, mas a literatura acontece justamente quando ela deixa de ser apenas minha e passa a pertencer também ao leitor. O desafio era fazer com que uma experiência individual pudesse ser reconhecida por qualquer pessoa que já viveu uma perda, uma mudança ou precisou reinventar a própria vida”, afirma.
Na apresentação do livro, a escritora Adriana Lisboa destaca justamente a relação entre palavra, dor e desejo na obra: “Os poemas de Alexandra Maia são gestos cuidadosos que testam a força da palavra e sua capacidade de sorver e absorver redemoinhos, de acolher dor e desejo com a mesma atenção”.
A construção do livro também incorpora diálogos com outras linguagens artísticas. Entre as referências citadas pela autora estão as artistas Doris Salcedo e Adriana Varejão e o bailarino Kazuo Ohno (1906-2010), além de escritores como Ana Martins Marques, Cristina Peri Rossi, Adília Lopes (1960-2024), Anne Sexton (1928-1974), Pablo Neruda (1904-1973), Fernando Pessoa (1888-1935) e Silviano Santiago.
Alexandra Maia organizou o livro 100 anos de poesia – Um panorama da poesia brasileira no século XX (O Verso Edições, 2000) e é cocriadora do Poesia Livre, projeto iniciado em 2020 como uma série de encontros sobre poesia contemporânea e que atualmente também existe em formato de podcast, produzido em parceria com Luiza Mussnich.
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