Os pontos mais sombrios da psiquiatria
Livro incisivo e vertiginoso mistura ensaio, pesquisa histórica, entrevistas e narrativa de si para reconstruir a história silenciada de Betsy, bisavó da autora, internada e submetida à lobotomia nos anos 1950
Meu nome verdadeiro é Elisabeth (Todavia, 360 pp, R$ 104,90 — Tradução: Julia da Rosa Simões), de Adèle Yon, se mostra um livro incisivo e vertiginoso mistura ensaio, pesquisa histórica, entrevistas e narrativa de si para reconstruir a história silenciada de Betsy, bisavó da autora, internada e submetida à lobotomia nos anos 1950. A narrativa dessa violência mergulha nos feitos da psiquiatria no século xx através de cartas, arquivos, fotografias, entrevistas e fabulação, trazendo à luz, além da vida apagada de uma mulher, a força poderosa da escrita e da necessidade de quebrar o silêncio sobre o que nos assombra, para que não volte a se repetir. Adèle Yon nasceu em Paris em 1994 e é pesquisadora, escritora e chef de cozinha. Formada pela École Normale Supérieure com especialização em estudos cinematográficos, escreveu este Meu nome verdadeiro é Elisabeth como sua tese de doutorado. Vencedor dos prêmios Nouvel Obs, Essai France Télévision e Régine Deforges du Premier Roman de 2025, o livro teve os direitos de tradução vendidos para mais de vinte países.
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