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A Feira do Livro anuncia primeiros 40 nomes na programação com expectativa de dar um salto comercial

26 de março de 2025
5 min de leitura
A Feira do Livro espera receber 110 mil pessoas em 2025 | © Filipe Redondo
A Feira do Livro espera receber 110 mil pessoas em 2025 | © Filipe Redondo

Organização espera receber 110 mil pessoas ao longo dos nove dias do evento – em 2024, foram 64 mil

A Feira do Livro – que será realizada entre os dias 14 e 22 de junho, na Praça Charles Miller, em São Paulo – anunciou na noite desta terça-feira (25) os primeiros 40 nomes confirmados para a edição 2025. Em sua quarta edição, o evento retorna para o feriado de Corpus Christi. Pelo menos um dos nomes agora anunciados – o do argentino Pedro Mairal – também estará na Bienal do Livro Rio, que ocorre durante os mesmos dias na capital fluminense. Um dos curadores da Bienal, Lázaro Ramos, também foi confirmado. Além disso, a organização espera dar um salto comercial neste ano, também por conta das datas. Em breve, a Feira vai anunciar mais detalhes sobre ajustes na arquitetura e a criação de um palco voltado para o público infantojuvenil.

Estão na lista inicial de autores as romancistas Aline Bei, Amara Moira, Beatriz Bracher, Tati Bernardi e Veronica Stigger, os romancistas Edyr Augusto, Ignácio de Loyola Brandão, Marcelo Rubens Paiva e Oscar Nakasato, os cronistas Cidinha da Silva e Ricardo Terto, o contista Vinicius Portella, a filósofa Marilena Chaui, o médico e escritor Drauzio Varella, o ator e escritor Lázaro Ramos, o economista e filósofo Eduardo Giannetti e o crítico Hélio de Seixas Guimarães.

Segundo a curadoria, a poesia contemporânea brasileira será um dos principais eixos da programação, com a presença confirmada de nomes como Adriana Lisboa, Cuti, Leonardo Fróes, Laura Liuzzi, Paloma Vidal e Paulo Henriques Britto.

A lista de nomes estrangeiros traz a presença de autores portugueses, como a romancista Lídia Jorge, o escritor Afonso Cruz, a jornalista e romancista Alexandra Lucas Coelho e o historiador Fernando Rosas. A escritora chilena Lina Meruane também foi confirmada, bem como a geógrafa norte-americana Ruth Wilson Gilmore.

Autores de livros de não ficção também vão participar dos debates e lançamentos: foram anunciadas a jornalista Aline Midlej e o empreendedor social Edu Lyra, a atriz e escritora Martha Nowill, o botânico e paisagista Ricardo Cardim, a nutricionista Neide Rigo, a advogada Mayra Cotta, o teólogo Ronilso Pacheco, a educadora e romancista Lavínia Rocha e a psicanalista e romancista Elisama Santos. O pensamento indígena será abordado este ano pelo escritor Yamaluí Kuikuro Mehinaku.

A organização espera mais de 150 expositores. “A adesão está excelente, acreditamos que a lista final de expositores deverá crescer em relação a 2024”, afirma ao PublishNews o editor e jornalista Paulo Werneck, organizador e fundador da Feira ao lado do arquiteto Álvaro Razuk. “Ainda estamos com alguns espaços disponíveis”.

Werneck comenta que podem haver outras coincidências de programação com a Bienal. “As curadorias são independentes mas existe um diálogo, que em grande medida é mediado pelas editoras e pelas instituições culturais que são parceiras de ambos os eventos”, explica. “No caso do Mairal, que foi convidado primeiro pela Bienal, teremos o prazer de apresentá-lo também ao público paulistano, e isso foi viabilizado por uma parceria com a editora dele, a Todavia, e a Bienal do Rio, a quem aproveitamos para agradecer. Embaixadas e instituições estrangeiras que nos apoiam também pedem para cedermos convidados para a Bienal, o que faremos com prazer”.

De acordo com o editor, a organização deste ano está adiantada e isso vai se refletir na Feira. “A grande novidade, acredito, será o espaço infantil na programação oficial, um desejo antigo que será viabilizando neste ano”, projeta.

Há uma expectativa quanto a uma presença maior do público durante o feriadão – a estimativa é de receber 110 mil pessoas durante os nove dias do evento (em 2024, foram 64 mil). “Estamos trabalhando para que o resultado comercial dos expositores seja a cada ano mais alto, e acredito que neste ano temos as condições perfeitas de temperatura e pressão para dar um salto em termos comerciais”, diz o editor ao PN.

A Feira

O esquema geral da Feira se mantém em relação ao ano passado. A programação oficial será realizada simultaneamente no Palco da Praça, montado diante da fachada do Estádio do Pacaembu, e no Auditório Armando Nogueira, dentro do Museu do Futebol, parceiro desde a primeira edição. Além dos dois palcos, outros três espaços menores abrigam a programação paralela, pautada pelos expositores: são os Tablados Literários. Esses espaços terão sua programação divulgada no final do mês de abril. Toda a programação é gratuita.

A Feira do Livro na Praça Charles Miller, 2024 | © Filipe RedondoA programação final terá entre seus principais eixos os 40 anos da redemocratização no país. “Se em 2024 lembramos os 60 anos do Golpe de 1964, em 2025 vamos celebrar o retorno da democracia, que teve na mesma praça Charles Miller um de seus palcos mais importantes”, diz Werneck.

A presença dos autores anunciados nesta leva teve apoio das editoras Autêntica, Arquipélago, Bazar do Tempo, Boitempo, Companhia das Letras, DBA, Dublinense, Fósforo, Editora 34, Global, Olhares, Planeta, Record, Relicário, Tinta-da-China Brasil, Todavia e Ubu, além do Instituto Camões, do Instituto Cervantes e da Bienal do Rio.

Em 2025, A Feira do Livro tem patrocínio do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, pelo segundo ano, e do Itaú, pelo terceiro ano consecutivo. Nesta edição, a organização também destaca a chegada do Pinheiro Neto Advogados como novo apoiador e a seleção no edital Petrobras Cultural, com o patrocínio em fase final de negociação.

A Feira do Livro é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais, Associação Quatro Cinco Um, Maré Produções e em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

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Guilherme Sobota
Guilherme Sobota

Editor-chefe do PublishNews. Jornalista formado pela UFPR, Sobota começou a carreira no Jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de trabalhar com assessoria de impre...

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