Fim de festa
Os organizadores estão satisfeitos. Dizem que a festa está no tamanho ideal, com o formato ideal. O que deve crescer, acham, é a programação paralela, que este ano já foi intensa. Eles querem, agora, reunir dados sobre a festa. Ano que vem farão uma pesquisa sobre os impactos da Flip na educação das crianças da cidade. Também fazem sondagens para saber o perfil de seu público. A pesquisa feita no ano passado revelou que 70% dos espectadores das palestras são mulheres, e que o número de fluminenses é ligeiramente superior ao de paulistas. Assim como ocorreu na Flip de 2005, a deste ano foi marcado por debates políticos. Mas palestras mais restritas a temas literários também provocaram momentos de intensa comoção. Entre os autores convidados este ano, muitos, como Ali Smith, Ferreira Gullar e André Laurentino, fizeram ótimas leituras de seus textos. A palestra de Adélia Prado foi a mais catártica, com um bando de gente chorando, e a de Hitchens e Gabeira foi a mais nervosa.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
