Do uso da imagem pelas religiões
Pelo menos desde a polêmica internacional em torno da publicação de caricaturas de Maomé na imprensa dinamarquesa, em 2006, a opinião pública européia atinou para o impacto explosivo que o uso indiscriminado da imagem no Ocidente pode ter sobre sociedades religiosas que mantiveram normas rígidas do que pode ou não ser representado. Almut Sh. Bruckstein – Vom Aufstand der Bilder: Materialien zu Rembrandt und Midrasch (Munique: Wilhelm Fink Verlag, 148 pp.), (Sobre a rebelião das Imagens: Materiais sobre Rembrandt e Midrash) a estudiosa de filosofia judaica Almut Bruckstein recorre à reflexão imagética do judaísmo rabínico, para desvelar o caráter subversivo da arte. Com cunho mais acadêmico, o livro Sintflut und Gedächtnis: Erinnern und Vergessen des Ursprungs (Dilúvio e memória: Lembrança e esquecimento da origem) (Munique: Wilhelm Fink Verlag, 414 pp.), organizado pelos teóricos Martin Mulsow e Jan Assmann, toma o mito diluviano bíblico como metáfora de ruptura na memória histórica.
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