Editoras chinesas vêm à Bienal do Livro Rio para aumentar intercâmbio
Delegação com 20 representantes de oito editoras da China estão com livros expostos no estande da China International Communications Group
Uma delegação com 20 representantes de oito editoras chinesas veio para a Bienal do Livro Rio. Os livros estão expostos no estande da China International Communications Group, uma organização editorial e de comunicação em língua estrangeira com sede em Pequim. Nos últimos dias, eles usaram as instalações do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) no evento para se conectar a editores brasileiros.
“Ficamos contentes com esse interesse da China no mercado editorial brasileiro e com o intercâmbio cultural, tanto pelas possibilidades de ampliação dos negócios como por ter contato com uma civilização antiga e muito rica”, afirmou o presidente do SNEL, Dante Cid. O presidente gravou no domingo uma entrevista para a CGTN America, canal de televisão estatal pertencente à China Global Television Network.
São editoras de vários segmentos e muitas delas nunca publicaram no país de Jorge Amado – um dos autores brasileiros mais lidos por lá. Títulos em mandarim de arte, medicina, finanças e literatura vieram na bagagem da delegação e estão expostas. A China tem na faixa das 580 editoras estatais e 290 editoras audiovisuais.
“Eles querem não só fazer edições como também coedições. E querem também levar literatura brasileira para lá e estreitar realmente os laços. O mercado chinês é muito pujante e costuma vender 200 mil exemplares de um só livro. Essa parceria entre os dois países só tende a crescer”, estimou o editor Tomaz Adour, diretor do SNEL que participou da reunião que aconteceu no mezanino do SNEL na Bienal. O mezanino está aberto para receber reuniões de associados do SNEL e fica no pavilhão 4 da Bienal, no endereço R0.
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