As teorias de Freud para compreender proclamação da República
Os bacharéis que fizeram a República em 1889 viveram um sentimento bastante difundido de remorso em relação à própria atuação histórica, numa situação verdadeiramente edipiana, de revolta de filhos contra pais. Esta é a análise central do livro O patriarca e o bacharel, de Luís Martins, um livro publicado originalmente em 1953 e elogiado por grandes nomes da cultura brasileira, que a editora Alameda relança agora. O livro retrata como os homens que fizeram a República passaram a questioná-la ou, até, tornaram-se defensores da monarquia e de D. Pedro II. Martins usa como fonte álbuns e documentações privadas e livros de republicamos de primeira hora, além de recorrer a Gilberto Freyre e às idéias de Freud para analisar a política brasileira num momento crucial.
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