Uma fábula sobre coragem, amadurecimento e o valor das quedas
Livro leva os leitores de todas as idades a refletirem sobre os limites entre o cuidado e a liberdade, o medo e a descoberta
Em O menino bolha (PeraBook, 28 pp, R$ 70) o autor Ilan Brenman constrói uma narrativa sensível e bem-humorada sobre o excesso de proteção na infância. Por meio de imagens poéticas, o ilustrador Elder Galvão, leva os leitores de todas as idades a refletirem sobre os limites entre o cuidado e a liberdade, o medo e a descoberta. Na trama, acompanhamos um menino que cresce cercado de muitos cuidados. Um deles é usar roupas especiais feitas pelo tio alfaiate para que, assim, nunca se machuque. Mas também nunca sente dor, frio ou calor. Um dia, ao observar seus colegas caindo, rindo e se levantando, o menino percebe que está perdendo algo. Começa então uma jornada de autodescoberta, em que furar as bolhas passa a ser um ato de coragem e desejo de autonomia. Inspirado em situações reais vividas por muitas famílias, o livro traz uma questão cada vez mais urgente: como permitir que crianças aprendam com as próprias experiências, sem perder de vista o cuidado e a segurança?
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