Livros islâmicos despertam temor na Indonésia
Em uma pequena livraria localizada em uma ruazinha da cidade de Solo, os jovens funcionários, usando solidéus verdes idênticos e cavanhaques ralos, estão armazenando livros com títulos como Waiting for the Destruction of Israel e Principles of Jihad. Eles trabalham em silêncio, ouvindo a pregação de um feroz líder religioso islâmico pelo sistema de som da loja. O sermão é entremeado por ruídos de metralhadoras. Muitas das editoras apoiam abertamente os objetivos ideológicos do Jemaah Islamiyah, uma rede proscrita de terrorismo no Sudeste Asiático que foi implicada na maioria dos atentados terroristas realizados na Indonésia. As editoras, cerca de 12 até o momento, ainda têm perspectivas de venda e influência limitadas. Livros radicais em geral não vendem bem na Indonésia, onde vasta maioria dos 240 milhões de habitantes praticam uma variante moderada do islamismo. Ainda assim, as editoras atraíram as atenções dos especialistas em combate ao terrorismo, que temem que elas representam uma prova de até que ponto o movimento Jemaah Islamiyah é resistente e conta com conexões na sociedade do país.
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