Ritmo de Angola influencia linguagem em Portugal
O kuduro, ritmo angolano exportado para a Europa, está ganhando fãs ao redor do mundo e, ao mesmo tempo, inadvertidamente influenciando a linguagem usada pelos jovens em Portugal. Um exemplo é o trio de DJs do Buraka Som Sistema, que produz o kuduro progressivo com influência do house e do techno em Portugal. Eles usam em suas letras diversas palavras vindas da África, além de gírias recém-criadas. “Há pelo menos um certo público do Buraka que nunca tinha se cruzado com expressões tão africanas como as que usamos e que depois de nos conhecer, já sabe o que isso ou aquilo quer dizer”, explica o DJ Riot. Mas esta não é a primeira vez que palavras de origem africana chegam a Portugal. O convívio entre imigrantes vindos das ex-colônias e portugueses já havia inserido na linguagem corrente expressões como “bué”, que quer dizer “muito” e já foi até incluída nos dicionários. Um fenômeno semelhante aconteceu com o português do Brasil no fim dos anos setenta, quando as primeiras novelas de televisão chegaram a Portugal. Palavras que eram usadas apenas no Brasil passaram a integrar o vocabulário dos portugueses. Assista a reportagem da BBC Brasil sobre o tema na íntegra.
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