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Gay Talese purinho

17 de outubro de 2025
1 min de leitura

Inspirado em Bartleby, personagem de Herman Melville, mestre do jornalismo literário reconstitui sua trajetória como narrador de vidas comuns

Em Bartleby e eu (Companhia das Letras, 336 pp, R$ 99,90, traduzido por Laura Teixeira Motta), o jornalista e escritor Gay Talese revisita personagens memoráveis e nos brinda com um texto inédito, no qual narra a trajetória de um médico imigrante que optou por explodir-se com o predinho em que vivia a dividir a propriedade com a ex-mulher. A história, que fartou a imprensa sensacionalista americana, recebe a justa densidade trágica sob a pena de Talese. O fio condutor deste livro é “Bartleby, o escrituário”, conto de Herman Melville que narra a saga de um anódino funcionário de um escritório de advocacia do século XIX. Instado a tomar atitudes que poderiam mudar ou mesmo salvar sua vida, Bartleby responde, inflexível: “Prefiro não fazer”. Bartleby e eu reflete sobre um dos princípios do jornalismo literário que Talese ajudaria a inventar: transformar o banal em algo extraordinário. Esta edição conta com posfácio da jornalista Lúcia Guimarães.

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Beatriz Sardinha

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