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Romance remete a Saramago

27 de abril de 2009
1 min de leitura

Foi numa tarde ensolarada no Leblon que o português Jorge Reis-Sá, de folga no Rio de Janeiro em agosto de 2007, pôs o ponto final em seu segundo romance. Mas, apesar de nascido de frente para o mar, O dom (Record, 176 pp., R$32) não tem nada de solar. De carioca, só mesmo a descontração com a qual foi escrito pelo jovem autor e editor. “Gosto de chamar O dom de um “divertimento”, não exatamente um romance”, explica Reis-Sá. À primeira vista, o livro é trama de filme B. Nada de rodeios na sequência de abertura: do segundo andar de um centro comercial, um homem testemunha as pessoas que caminham na rua transformarem-se, subitamente, em pequenas esferas. Todos, sem motivo aparente, viram contas, do tipo que se usa para a confecção de cordões. Só quem está dentro do centro comercial escapa – embora estejam condenados ao confinamento. É quando o romance deixa de lado sua face trash e engabela-se à la José Saramago.

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