Peter Ackroyd faz thriller da vida de famoso arqueólogo
A vida do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann, descobridor dos sítios de Tróia e Micenas, parece, para muita gente, uma obra de ficção. E, nas mãos do escritor inglês Peter Ackroyd, autor de diversos best-sellers sobre seus conterrâneos William Shakespeare, John Milton e Charles Dickens, foi exatamente isso que ela se tornou. Enquanto seus livros anteriores se limitavam a compor biografias levemente romanceadas dos cânones literários de seu país, em A queda de Tróia (Record, 240 pp., R$ 36), o autor vai além: usa a figura controversa de Schliemann, até hoje debatida no mundo acadêmico, para criar Heinrich Obermann, protagonista fictício de um thriller frenético. Não é, aliás, só no nome que se encontram semelhanças entre os dois. Assim como a personalidade histórica que o inspirou, Obermann é um autodidata genial e egocêntrico que, movido por uma energia monstruosa, tornou-se o centro de uma história de paixão e obsessão.
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