O cotidiano pacato de uma pequena estação ferroviária
Nesta novela, o leitor acompanha as angústias sexuais do jovem narrador Miloš Hrma em sua conturbada passagem para a vida adulta
Publicado em 1965, Trens rigorosamente vigiados (Editora 34, 128 pp, R$ 57 — Trad.: Luís Carlos Cabral) é o livro mais conhecido de Bohumil Hrabal, em boa parte devido ao filme homônimo de 1966, uma colaboração do autor com o diretor Jiří Menzel que recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1968. Nesta novela, o leitor acompanha as angústias sexuais do jovem narrador Miloš Hrma em sua conturbada passagem para a vida adulta. O pano de fundo é o cotidiano pacato de uma pequena estação ferroviária, em cuja morosidade se imiscuem a resistência à ocupação nazista da Tchecoslováquia e a brutalidade dos eventos finais da Segunda Guerra Mundial. Através de uma prosa excêntrica, calcada no registro coloquial e capaz de saltar, numa mesma frase, do mais baixo calão ao lirismo mais elevado, Hrabal compõe uma narrativa que se equilibra o tempo todo entre o grave e o absurdo, o trágico e o burlesco. Este é o primeiro livro de Bohumil Hrabal publicado no Brasil em tradução direta, a cargo de Luís Carlos Cabral. A edição traz ainda um ensaio biográfico de Šárka Grauová, professora da Universidade Palacký, da República Tcheca, escrito especialmente para esta edição.
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