Confronto nas selvas da Birmânia
Em 1942, a Inglaterra ainda lutava para sobreviver no Oriente. Após a avassaladora ofensiva japonesa em 1941, pouco restava aos súditos do rei Jorge VI naquele ano. Os japoneses ameaçavam a Austrália, dominavam o Pacífico e já beiravam a fronteira da Índia, a joia da coroa, para onde as tropas inglesas haviam recuado. Finalmente, em dezembro, os ingleses lançaram a ofensiva de Arakan, que durou até maio, e foi um estrondoso fracasso. A história dos chindits começa em fevereiro de 1942. O livro O menino de Burma (Record, 256 pp., R$ 29 – Trad.: Heloisa Mourão), de Biyi Bandele, conta um pedacinho do que foi a guerra dos leais súditos africanos do Kingi Joji, como era chamado o rei pelos chindits, na luta contra os japoneses em 1944. O autor do livro, Biyi Mandela, é filho de “um menino de Burma”. Cresceu ouvindo as histórias que o pai contava e, já escritor, pesquisou o assunto e entrevistou outros ex-combatentes.
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