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Ana Paula Maia escreve novelas

03 de julho de 2009
1 min de leitura

Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos (Record, 160 pp., R$ 29), de Ana Paula Maia, reúne duas novelas povoadas por seres humanos simples e, portanto, reduzidos a sua essencialidade: trabalhar, comer, beber, jogar, fazer sexo e matar. É um mundo de pobreza extrema, em todos os sentidos. Desprovidas de quaisquer transcendências, as personagens sobrevivem dia após dia após dia como se não houvesse mais nada. E parece mesmo que não há. Na novela que dá título ao livro, na qual o leitor se move entre rinhas de cachorros e porcos e seres humanos abatidos, Edgar Wilson é um desses personagens-esfinge, alguém que não faria feio em um romance de David Goodis. Ele vai de chiqueiro (humano ou não) em chiqueiro fazendo os seus trabalhos. Suas funções compreendem desde o básico (transportar e abater porcos) até o, digamos, complexo (auxiliar um amigo, Gerson, a recuperar um rim que doara para uma irmã ingrata, ou tomar parte de um falso sequestro que termina de maneira tragicômica).

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