Editora cresce com panela autoral
Tudo começou em 2005, quando o espanhol Enrique Vila-Matas, até então pouco conhecido por aqui, conquistou leitores ávidos por seu estilo inventivo. A pedido da casa editorial que o trouxe, a paulista Cosac Naify, o escritor recomendou que apresentassem, na edição seguinte da Flip, o francês Olivier Rolin. Este, por sua vez, deu em 2006 a dica do argentino Alan Pauls. Pauls, simpático e boa-pinta, foi um dos queridinhos da Flip em 2007. E foi ele quem indicou, para 2008, o alemão Ingo Schulze – um cabeludo extrovertido que conquistou a plateia no ato. Com esse inventivo telefone sem fio, a editora criou um mecanismo para, a cada Flip, fugir do óbvio. Agora, em sua 7ª edição, a Cosac Naify dá mostras de que cresceu – e pretende crescer ainda mais – no festival. Desta vez, alugou um confortável casarão no centro histórico, espécie de quartel general para seus autores e editores. E trouxe novamente um dos nomes mais originais da programação principal, o mexicano Mario Bellatin – que, repetindo o que aconteceu com Vila-Matas e Pauls – não é ainda muito conhecido do público brasileiro.
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