Representação, visibilidade e formas de gestar o impossível
Rosane Borges apresenta e acompanha gestos e atos de transformação empreendidos por mulheres negras
Em Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível (Instante, 224 pp, R$ 79,90), Rosane Borges se nutre de um oceano de referências para apresentar e acompanhar gestos e atos de transformação empreendidos por mulheres negras, destinados a formular e a executar um novo projeto de país e de mundo. Ao discutir o fim do espaço-tempo em que vivemos (além de parte de seus esteios conceituais e de suas ferramentas analíticas) e a possível construção de um novo mundo — “tecido por uma tapeçaria na qual um sistema de pensamento negro e feminino e propostas políticas e metodologias de intervenção pública compõem os fios de uma urdidura que se entrecruza” —, a autora procura mostrar saídas, rastreadas no tecido do manto das mulheres negras, para que possamos escapar do colapso em que nos encontramos.
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