Boal em livro: reflexões errantes
Concluído pouco antes de sua morte, A estética do oprimido traz seu pensamento de pesquisador dedicado, expõe seu método teatral e fala de cidadania e ética
Poucos dias antes de ser internado no Hospital Samaritano, no Rio, onde morreria em 2 de maio, Augusto Boal (1931-2009) entregou a última versão de A estética do oprimido (Garamond, 256 pp., R$ 45), publicação em que sistematizou os fundamentos de seu teatro e de sua visão de mundo. O dramaturgo, que tinha 78 anos e sofria de leucemia, vinha reunindo seus pensamentos desde o início da década, e os colaboradores volta e meia recebiam a “versão final” do livro. A morte fez com que ele não pudesse mais mudar seu texto, que foi lançado no Teatro de Arena Eugênio Kusnet por seus companheiros do Centro de Teatro do Oprimido. Ali está uma série de “reflexões errantes sobre o pensamento do ponto de vista estético, e não científico”, como diz o subtítulo, que Boal, pesquisador dedicado, desenvolveu durante toda a vida, mas nunca reuniu.
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