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O mestre da discordância

16 de outubro de 2009
2 min de leitura
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Edição que celebra os 50 anos de Formação econômica do Brasil sugere motivos para se ler, ou reler, o mais conhecido livro de Celso Furtado

É de sóbria sofisticação a capa dura azul marinho, à qual se sobrepõe um retângulo branco com o título e a imagem vazada em traços finos do rosto de Celso Furtado (1920-2004). Lá pelo meio das 568 páginas sobressai aquele feixe de fotografias que em livros de algum modo evocativos, como este, comemorativo dos 50 anos da primeira edição de Formação econômica do Brasil, ganham primazia de atenção. Atraem pela possibilidade de, por meio das imagens, chegar-se a detalhes dos personagens e de suas épocas que somente a leitura, supõe-se, não deixará perceber. Vale a pena tomar essa iconografia como preâmbulo do percurso que se fará depois pelos textos que se conjugam em homenagem, sob diferentes formas, a Furtado. Pela ordem, tem-se a reedição do original de Formação econômica do Brasil (Companhia das Letras, 568 pp., R$ 73,50 – Edição comemorativa), a apresentação que sua mulher, Rosa Freire d´Aguiar Furtado, faz da edição comemorativa, a introdução escrita por Luiz Felipe de Alencastro e a fortuna crítica, constituída por 21 comentários a respeito do livro, publicados ao longo dos últimos 50 anos.

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