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Os nossos heróis

18 de outubro de 2009
2 min de leitura

Contratados por editoras americanas como Marvel e DC Comics, artistas brasileiros ganham espaço nas principais revistas de HQs do mundo

Deodato Taumaturgo Borges Filho, de 43 anos, mora em João Pessoa, na Paraíba. Ele foi um dos primeiros brasileiros a conseguir uma vaga na equipe de criação de uma editora de quadrinhos do nível de Marvel, DC Comics e Dark Horse. Desde então, a história mudou e as assinaturas nacionais ganharam reconhecimento no mercado americano. Atualmente, cerca de cem desenhistas brasileiros estão envolvidos nos processos de criação de heróis consagrados dos HQs. Cada profissional produz, em média, 22 páginas por mês, o equivalente à edição de uma revista. As editoras pagam entre US$ 100 e US$ 400 por página, o que pode resultar em rendimentos mensais de até US$ 8.800. Os quadrinhos de editoras americanas têm pequena participação no mercado brasileiro. Por aqui, os heróis das HQs ainda são massacrados pela “Turma da Mônica”. De 1,8 milhão de revistas em quadrinhos comercializadas a cada mês no país, 1,6 milhão de títulos saem com assinatura dos estúdios de Mauricio de Sousa, uma fatia de 86% das vendas. O último grande trunfo da empresa é a edição da Turma da Mônica voltada para os adolescentes, que alcançou uma tiragem mensal de cem mil exemplares.

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