Cautela estrangeira favorece o Brasil
Editores nacionais se aproveitam do rescaldo da crise econômica que obrigou colegas internacionais a evitarem leilões
Menos leilões, acordos mais rápidos – escaldados pela crise que marcou o ano passado, editores transformaram a 61ª Feira de Frankfurt, que terminou no domingo, em um evento cauteloso na luta pelos direitos de novas obras. Em meio ao receio geral, os brasileiros consolidaram sua boa imagem. “Pelo segundo ano, somos a tábua de salvação de agentes estrangeiros, o que ainda é estranho, senão tolo – livros de estreia, sem currículo e sem expressão em seus mercados locais, saíram para os brasileiros por dezenas de mil dólares e, pelo menos uma vez, por US$ 165 mil”, comentou Luciana Villas-Boas, da editora Record. A Melhoramentos fechou um acordo com a Coreia do Sul para a publicação de sua série Bichinho de maçã, de Ziraldo, por US$ 60 mil. Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organizou um estande com 50 editoras, a geração de negócios com direitos autorais atingiu US$ 750 mil. Quem mais lucrou, no entanto, talvez tenha sido um editor nada experiente. Francisco José G. Pereira esteve como expositor na Feira de Frankfurt pela segunda vez e está em negociação de assinar contrato com uma editora norte-americana para lançar o inédito Eu escrevo – O livro das 16 palavras.
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