Frankfurt pela lente do Tio Sam
Negociações de direitos autorais e falta de empolgação com livro digital marcam a feira
“Frankfurt não é uma feira de livros, é uma feira de direitos autorais”, definiu um editor estrangeiro. E os direitos foram rapidamente negociados, embora talvez mais baratos este ano. Mais difícil é entender a posição europeia em relação ao livro digital. Embora tenha havido uma “e” presença inegável no evento, também foi possível perceber a presença de alguma resistência velada, algumas reações fortes à percepção de que a pirataria pode ser uma ameaçada e também um sentimento anti-Google involuntário. Outro fato relevante foi a pouca repercussão do lançamento do Kindle Internacional e os seus efeitos no mundo editorial europeu. Além das discussões sobre o futuro do mercado estava, é claro, o foco no aqui e agora: as vendas de direitos. Embora alguns apontem o livro da Viking The Discovery of Witches, de Deborah Harkness, como “o livro da feira” (fala-se que a Penguim pagou cerca de US$ 1 milhão pelos direitos e antes do final do terceiro dia já havia vendido para vários países), vários outros chamaram a atenção, como Conversations With Myself, o diário de Nelson Mandela, que Jonathan Galassi arrematou os direitos em inglês para a FSG, o romance sueco The Destitutes of Lodz, de Steve Sem-Sandberg, também comprado pela FSG, e o romance estreante The Evolution of Bruno Littlemore, comprado pela Random House.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
