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Produção africana de quadrinhos

20 de outubro de 2009
2 min de leitura

Aya de Yopugon revela cotidiano jovem na Costa do Marfim além da miséria

“É muito difícil para os africanos fazer quadrinhos. É uma pena, porque há muitos africanos talentosos que têm coisas a dizer e não têm oportunidade de se fazer conhecer ou de serem editados porque estão em países sem estrutura para isso.” Essa é a opinião da escritora Marguerite Abouet, nascida na Costa do Marfim e radicada na França desde os 12 anos. Apesar das dificuldades, entretanto, há quadrinhos sendo criados na África, como mostram a exposição “Picha”, aberta semana passada no museu Afro Brasil (Pq. Ibirapuera, portão 3. São Paulo/SP. Tel.: 11 5579-0593) e que segue até o dia 14 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 17h com entrada franca, e o recém-lançado livro Aya de Yopougon (L&PM, 106 pp. R$ 38,90), escrito por Abouet e desenhado pelo marido dela, o francês Clément Oubrerie. Aya de Yopougon é a primeira história em quadrinhos escrita por Abouet. O livro já teve três continuações e foi premiado em 2006 em Angoulême, tradicional festival europeu de quadrinhos, na categoria de melhor álbum de estreia.

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