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Processo delicado

26 de outubro de 2009
2 min de leitura

Conheça como são produzidas as obras da Confraria dos Bibliófilos

SeverinoFrancisco

Correio Braziliense

23/10/2009

A Editora Record tem uma máquina sofisticadíssima da marca Cameron. O seu processo de produção evoca a piada do português que enfia um burro na máquina e sai salsicha do outro lado. Na máquina Cameron, basta inserir o disquete para que ela produza 10 mil exemplares de livros em nove horas, com tudo pronto, incluindo a capa. Mas os livros da Confraria dos Bibliófilos seguem o trajeto inverso: é preciso nove meses para fazer 400 exemplares. O livro artesanal pode pressupor algo rudimentar, mas o seu processo de produção é complexo, envolvendo cinco lugares do Distrito Federal. Primeiro, é realizada a seleção dos textos, com a ajuda da família, dos detentores dos direitos e de especialistas. Em uma segunda etapa, vem a composição, em linotipia, na Cidade Ocidental. Todos os textos são digitados em um teclado estranho, que não se parece com os do computador e nem de máquina de escrever. “A linha digitada sai vermelha como se fosse fogo e cai em um balde de chumbo!”, explica Salles. Para fazer um livro do tamanho do das crônicas de Rubem Braga, Salles precisa comprar uma tonelada de chumbo, em barras de 12 quilos.

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