Publicidade
Voltar CLIPPING

O laboratório existencial de Nelson Rodrigues

30 de outubro de 2009
2 min de leitura

Saem novos contos de A vida como ela é, coluna que o dramaturgo mantinha no jornal Última Hora, de Samuel Wainer

A vida como ela é. Esse era o título de uma famosa coluna de Nelson Rodrigues, mantida entre 1951 e 1961 no jornal Última Hora. Coluna diária, seis vezes por semana, na qual Nelson improvisava em torno de poucos temas, o casamento, o sexo, a morte – em especial o adultério, presente em quase todos os textos. Algumas coletâneas já foram lançadas com seletas dessas crônicas cariocas. Há material de sobra, pois Nelson produziu quase dois mil desses contos ao longo dos dez anos em que a coluna circulou. Sai agora mais uma delas – Não Tenho Culpa Que a Vida Seja Como Ela É (Agir, 264 págs., R$ 44,90) -, composta por textos até agora inéditos sob a forma de livro. Entre as 39 crônicas, duas são de Suzana Flag, pseudônimo usado quando escrevia folhetins. Na coluna do jornal, sua lente apurava o foco ainda mais. Valendo-se da crônica policial, que ele próprio praticara, mas também do que ouvia falar, casos contados pelas esquinas, e saídos de sua imaginação febril, Nelson construía, à sua maneira, esse tratado multifacetado do comportamento amoroso de uma época. Seus personagens, como descreve o biógrafo, em geral viviam na zona norte, trabalhavam no centro e prevaricavam em Copacabana.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade