Feiras literárias são um casamento
Convidado da Fliporto, o chileno Antonio Skármeta defende contato direto com leitor
A integração do Brasil com a escrita ibero-americana é a missão que consolida a Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) entre os principais eventos da literatura nacional. Assim, a 5ª edição que começa hoje e se estende até domingo na conhecida praia pernambucana busca reforçar a aproximação cultural. “A Fliporto é baseada no diálogo entre autor e público, entre culturas, entre as artes”, afirma o curador Antônio Campos que, para este ano, cuidou de uma programação com 42 autores de nove países. A literatura brasileira comparece com figuras distintas como o músico Arnaldo Antunes e o historiador Laurentino Gomes, passando por Eric Nepomuceno, Heloisa Buarque de Holanda, Cristóvão Tezza e outros. Outros estrangeiros se destacam, como o chileno Antonio Skármeta, especialista na difusão da literatura, pois comandou um programa de televisão sobre a escrita. Autor de um best-seller, O carteiro e o poeta (Record), ele conversou, por e-mail, com o Estado.
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