Bilhetes premiados
As premiações literárias distribuem boas quantias e prestígio para os escritores brasileiros
Viver de literatura no Brasil, hoje, ainda é um sonho praticamente intangível. Mas, se o panorama já foi terrível no passado, algo está mudando – e para melhor, pelo menos no que diz respeito à visibilidade e às premiações. “Acho que não só os prêmios, mas a enorme quantidade de eventos literários que estão acontecendo no Brasil, centrados na figura do escritor e com tratamento profissional, abre um novo caminho para quem escreve, sem dúvida.” Quem diz isso é um autor que, depois de anos de labuta literária, se transformou no que se pode chamar sem erro de especialista em prêmios: Cristóvão Tezza. Seu livro O filho eterno (Record) conquistou todos os prêmios literários importantes desde que foi publicado, em 2007. Se depender dos prêmios, pode ser que estejamos diante de um novo clássico. Se pensarmos nas vendagens que uma obra tão premiada deveria levantar, até que os 30 mil exemplares vendidos até agora, segundo a editora, não parecem assim tão expressivos. Basta, porém, fazer uma conta rápida: somados apenas os prêmios, O filho eterno permitiu a Tezza levar para casa cerca de R$ 400 mil. Para o escritor, o que terá mudado?
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