Isolamento e crise
“A Feira do Livro já não consegue mais ser o centro da celebração do livro e seus leitores”
A verdade é que estamos isolados, um de cada lado, dois do outro, às vezes nenhum nas imediações. A culpa é grande e é mesmo dos intelectuais antes de mais nada. E entenda-se intelectuais como todos que lidam com livros, ideias, escritos e leituras. Os primeiros números da Feira do Livro de Porto Alegre são de preocupar. Diminuíram em relação à diminuição já registrada na Feira passada. E as razões também são as mesmas. A Feira já não consegue mais ser o centro da celebração do livro e seus leitores. Descentralizou-se. Os preços são uma questão relevante. Os descontos da Feira, que já foram contestados por editores e livreiros, originando um desconcerto, são agora garantidos pelas livrarias nesse mesmo período e às vezes são ainda maiores. Não há razão no preço para ir à Feira. A relutância da Câmara do Livro em anunciar os números dos mais vendidos (ou comprados) reduziu um elemento de emulação na Feira. Nenhum livro pôde “puxar” a venda ou o interesse dos feirantes, foi como se tudo fosse a mesma coisa, e também dispersa.
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