Tensões que fazem a história
Dennis Lehane escreve seu romance mais ambicioso, mas não avança
O ano é 1918. Os Boston Red Sox e os Chicago Cubs viajam juntos de trem para jogar numa das etapas do campeonato nacional de beisebol. Entre eles está o grande ídolo do esporte na época, Babe Ruth. No meio do caminho, o trem quebra, e os jogadores, para matar o tempo, convidam um grupo de jovens negros para uma partida. Acontece que os rapazes jogam bem, e a coisa começa a ficar mais séria. Começa assim o romance Naquele dia (Companhia das Letras, 696 pp., R$ 59 – Trad.: Luciano Vieira Machado), de Dennis Lehane, numa espécie de síntese simbólica do espírito da época nos Estados Unidos. Babe Ruth continuará a fazer aparições esporádicas ao longo das quase 700 páginas deste romance em que surgem também outros personagens reais, como o futuro diretor-geral do FBI, J. Edgar Hoover, e o dramaturgo Eugene O’Neill. São indícios de autenticidade pretendida para um romance que se propõe fornecer um painel histórico abrangente.
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