O último romance de Dinah Silveira de Queiroz
Entre reviravoltas em um meio cosmopolita, tendo como pano de fundo acontecimentos históricos da época, 'Guida, caríssima Guida' traz uma escritora diferente de seus outros trabalhos
Guida, caríssima Guida (Instante, 288 pp, R$ 84,90) foi escrito em 1981, em três meses em Lisboa, quando Dinah Silveira de Queiroz já ocupava a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras, a segunda mulher imortal da ABL. O livro conta a história de Guida, uma mulher sedutora e, acima de tudo, ambiciosa, casada com Marcos Antunes, diplomata dedicado, mas homem totalmente fraco diante da mulher. O casal tem um filho, Thomaz, que desde garoto mora em Lisboa. Guida não quer ser mãe de um adulto e muito menos tê-lo por perto, o que denunciaria sua idade. O pai quer trazer o filho de volta à família, mas Guida deseja ir ao Brasil, para a fazenda que Marcos herdou, onde no passado ela, menina de origem humilde, foi acolhida e decidiu triunfar a qualquer preço. Porém, a morte repentina de Marcos atrapalha os planos de Guida, que passa a não medir esforços e toma as atitudes mais radicais para convencer o filho a desistir da herança do pai.
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