Relatório sugere consolidação de profissionais em etapas mais maduras da carreira no mercado do livro
Estudo é resultado da avaliação para o ranking Melhores Empresas Para Trabalhar – Mercado Editorial, realizado por Great Place To Work e PublishNews
Nesta semana, PublishNews e Great Place to Work celebraram a segunda edição do ranking Melhores Empresas Para Trabalhar – Mercado Editorial: conheça aqui as vencedoras. A novidade agora é que o relatório sobre o trabalho está disponível para download e deve interessar não apenas aos profissionais de gestão de pessoas, mas a qualquer um interessado nas dinâmicas do setor do livro do país.
Os rankings do GPTW reconhecem e celebram organizações que lideram a criação de locais de trabalho exemplares, nos quais a maturidade profissional é tratada como um ativo valioso, de acordo com a consultoria global. Relatórios são gerados a partir dos rankings, e não apenas destacam as empresas que priorizam o bem-estar e a satisfação de suas equipes, como também evidenciam aquelas na vanguarda dessa evolução. “Este ranking é mais que um selo de excelência, é um holofote que ilumina editoras no centro de iniciativas progressistas e inclusivas”, diz um trecho do relatório do ranking Mercado Editorial.
Clique aqui para acessar o relatório na íntegra.
De acordo com o texto, algumas características são comuns a empresas bem ranqueadas:
- Cuidar, Celebrar, Inspirar, Contratar & Receber se destacam entre as práticas culturais com as maiores médias de confiança entre as pessoas colaboradores;
- Empresas premiadas apresentam as maiores diferenças de nota em clima, engajamento e remuneração;
- Organizações premiadas apresentam maior equidade de gênero em suas lideranças;
- Três empresas foram premiadas pela primeira vez no Ranking;
- Cinco empresas se destacam por terem sido premiadas nas duas edições do Ranking.
Perfil das empresas premiadas do mercado editorial
A distribuição etária das pessoas colaboradoras entre as empresas premiadas neste ano apresentou decréscimo nas duas primeiras faixas em comparação ao ano anterior, passando de 15% para 8% entre pessoas de até 25 anos e de 37% para 30% entre pessoas de 26 e 34 anos. A principal redução ocorreu nessa última faixa, com queda de sete pontos percentuais. Nas faixas a partir de 35 anos observou-se crescimento em todas elas, com a faixa entre 35 a 44 anos registrando aumento de quatro pontos percentuais, 45 a 54 anos aumento de cinco pontos percentuais e 55 anos ou mais aumento de cinco pontos percentuais. Esses dados apontam para maior consolidação de profissionais em etapas mais maduras da carreira.
Em relação à edição anterior, sobre a questão de tempo de casa, observa-se equilíbrio entre os percentuais de quem está há seis anos ou mais nas mesmas empresas, com aumento de um ponto percentual nas faixas de 6 a 10 anos e de mais de 20 anos. Já entre as pessoas com menos de 2 anos de empresa, houve queda de sete pontos percentuais, acompanhada de aumento de seis pontos percentuais no grupo de 2 a 5 anos. Esses dados podem sugerir maior permanência das pessoas colaboradoras.
Nesta edição, 55% dos postos de trabalho nas empresas premiadas são ocupados por mulheres. Esse percentual é superior a proporção de mulheres na demografia do estado de São Paulo (estado com maior número de empresas premiadas) que foi de 51,8%, segundo o Censo do IBGE de 2022. Houve um aumento de três pontos percentuais das pessoas que identificam-se com uma identidade de gênero diferente da de homens e mulheres. Isso indica que as empresas premiadas também buscam acolher pessoas da comunidade LGBTQIA+.
Ao longo da série, observa-se um crescimento no número de empresas que atingem um nível acelerado de inovação (ou seja, um espaço no qual a inovação flui facilmente). Esse grupo passou de 12% em 2024 para 38% em 2025. Já o percentual de empresas no estágio funcional (intermediário para a inovação) apresentou uma queda nesta edição em relação ao ano anterior, passando de 50% para 25%. Os dados mostram uma tendência positiva e revelam um caminho promissor para as organizações que buscam criar ambientes mais propícios a novas iniciativas.
Questionados sobre qual o principal motivo pelo qual eles decidem continuar em seus trabalhos atuais, os colaboradoras apontaram oportunidades de crescimento e desenvolvimento como os principais (39%). Logo após, aparecem qualidade de vida (21%) e alinhamento de valores (16%).
O GPTW atualmente conta com mais de 21 mil clientes em 170 países, atingindo 20 milhões de pessoas no mundo todo.
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