Sarcasmo marca livro do ator de House
Trama de ação só perde interesse quando Hugh Laurie faz frases pseudopoéticas
Como ator, Hugh Laurie é um homem de muitas faces. Seu rosto inquietante ganhou mais visibilidade pelo cinema há pouco mais de uma década, em papéis como o de marido vitoriano em “Razão e Sensibilidade”, raptor de cãezinhos em “101 Dálmatas” e pai de família que adota um rato em “O Pequeno Stuart Little”. Outra face, até agora secreta, se torna visível aos leitores brasileiros com a tradução de O vendedor de armas, romance de estreia do ator, publicado originalmente em 1996. O vendedor de armas (Planeta, 288 pp., R$ 40 – Trad. Cassius Medauar), seu livro de estreia, segue as peripécias de Thomas Lang, um oficial do Exército escocês que se envolve numa trama de terrorismo internacional movida pela paranoia da conspiração. Em torno dele, circulam traficantes de armas, empresários transnacionais e uma bela e irresistível mulher fatal, em direção aos quais Lang dispara eventualmente tiros e frequentemente veneno na forma de comentários.
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