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O Haiti de Carpentier

23 de janeiro de 2010
1 min de leitura

Edição de Alejo Carpentier estava pronta quando houve o terremoto no Haiti

A editora Martins Martins Fontes tinha pronta a edição de O reino deste mundo (136 pp, R$ 24,90 – Trad. Marcelo Tápia), de Alejo Carpentier, quando houve o terremoto no Haiti. O romance, que chega agora às livrarias numa infeliz coincidência, reveste-se de interesse extra: ao recriar os acontecimentos que precederam a independência haitiana, a transição da colônia francesa governada por brancos para uma nação negra regida por um monarca, o livro ajuda a entender por que tudo deu no que deu – miséria, corrupção, horror. Publicado em 1949, depois de uma temporada que o autor passou no país, é considerado a obra-prima de Carpentier. De acordo com a coluna Informe Ideias, o escritor cubano não apenas valeu-se de seu conhecimento local – esteve na maioria dos lugares onde se desenrola a história. Se não bastasse, foi com esta obra que o cubano inaugurou o que chamou de “real maravilhoso”, também chamado de “realismo mágico”, quando quem escreve é Gabriel García Márquez.

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