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O que parece não ter fim

23 de janeiro de 2010
2 min de leitura

Em Miragens da paz, o que se lê é apenas uma coletânea dos textos já publicados de Guila Flint

Quem toma nas mãos o livro Miragens de paz: Israel e Palestina: processos e retrocessos (Civilização Brasileira, 518 pp., R$ 69,90), de Guila Flint, imagina que o texto apresentará um panorama das questões que envolvem o Oriente Médio. Por se tratar de um tema relevante, faltam obras que ajudem a contextualizar as motivações do conflito, até mesmo porque o noticiário, por ser excessivamente fragmentado, não dá conta da miríade de eventos que envolvem Israel, Palestina, seus respectivos líderes e a influência desse assunto nas relações internacionais. Acrescente-se a isso o fato de que, grosso modo, poucos são os repórteres efetivamente tarimbados para discutir o assunto com propriedade. Guila é uma jornalista que consegue aliar o texto qualificado a um pertinente entendimento do cenário político do Oriente Médio. Todavia, em Miragens da paz, a autora não é capaz de ultrapassar os textos que já escreveu sobre o tema. No livro, o que se lê é apenas uma coletânea dos textos já publicados, que não contam sequer com a contextualização ou a costura necessária para que o leitor saiba mais acerca do que é relatado.

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