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É como no cinema

23 de janeiro de 2010
2 min de leitura

No romance Como Deus manda, Niccolo Ammaniti retrata uma sociedade destruída

Como Deus manda (Bertrand Brasil 436 pp., R$ 46 – Trad.: Karina Janinn), que nos chega recomendado pelo Prêmio Strega, já se transformou em filme, em 2008, sob a direção de Gabrielle Salvatores. Logo nas primeiras páginas o leitor encontra muitas afinidades do romance com a linguagem cinematográfica, diversas citações de atores, de propagandas e programas televisivos. Os cenários destroçados são descritos com cuidado, criando, com as palavras, as ruínas de uma cidade da periferia, chuvosa, enlameada e triste, habitada por uma gente suja, melancólica, violenta e extremamente apaixonada. As semelhanças com um roteiro não são pequenas nem acidentais. Niccolo Ammaniti já teve outro romance adaptado pelo mesmo diretor, obtendo grande sucesso internacional – Eu não tenho medo – a história real de um sequestro de uma criança do qual toda uma cidade se torna cúmplice. Para quem não conhece o prêmio recebido por Ammaniti, ele existe há mais de 70 anos sob o patrocínio dos licores Strega, e já laureou Lampedusa (1959) pelo seu famoso Il Gattopardo. Em 1981 agraciou o romance O nome da rosa, de Umberto Eco.

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