A escrita que fixa o efêmero e a vertigem
Nas crônicas de Cinematógrafo, agora reeditado, João do Rio aproxima máquina e imaginação para eternizar o cotidiano
Enquanto no carnaval de 2010 a Escola de Samba Império Serrano homenageia o escritor que juntou ao seu nome o nome da cidade, com o samba-enredo JOÃO das ruas DO RIO, ia passando em branco nas celebrações de 2009 o centenário da primeira edição de Cinematographo (Chronicas cariocas), de João do Rio, com o selo da Livraria Chardron, de Lello & Irmão, do Porto. Mas eis que, ao fechar o ano, aparece uma segunda edição, já grafada Cinematógrafo (Crônicas cariocas) (ABL – Coleção Afrânio Peixoto, 272 pp., R$ 50), com a perda dos ares do tempo, sob a chancela da Academia Brasileira de Letras. Embora não seja uma edição comemorativa, tem a vantagem de trazer novamente a público esse livro, que pode realizar o que nos diz um dos textos: “a leitura das notícias é que me avivava a memória um pouco cansada”. Só que, em 2009, é a memória cultural brasileira que resgata do esquecimento uma obra de grande circulação em seu tempo.
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