Tropicália ganha revisão apaixonada
Editado nos EUA em 2001, livro de Christopher Dunn tem versão brasileira
Mais de quatro décadas após sua meteórica existência, não faltam estudos e livros sobre a Tropicália, incluindo o memorialista mergulho de um de seus protagonistas e ideólogos, Caetano Veloso, no ainda fundamental Verdade tropical (1997). Um recente título, lançado no fim do ano, Brutalidade jardim: A Tropicália e o surgimento da contracultura brasileira (Unesp, 273 pp., R$ 37), do americano Christopher Dunn, vem se somar à lista e não faz feio. É uma importante contribuição à História da cultura brasileira, trazendo uma visão ao mesmo tempo distanciada e apaixonada do movimento. Na verdade, esta é a tradução do original publicado nos EUA em 2001, quando a Tropicália, como agora relembra Dunn, já tinha sido “descoberta” por artistas americanos como David Byrne, Kurt Cobain e Beck. Em sua pesquisa, Dunn faz um levantamento de movimentos e artistas que a antecederam — modernismo, antropofagia, concretismo, Oiticica, bossa nova, Glauber, Oficina… —, contextualiza a conturbada situação política do Brasil nos anos 1960 e foca a retomada da Tropicália em fins dos anos 1980.
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