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Almas gêmeas que não passaram de janeiro

30 de janeiro de 2010
1 min de leitura

Livrarias britânicas e francesas lembram de George Orwell e Albert Camus com leva de lançamentos e relançamentos

Para falar de George Orwell e Albert Camus não necessitamos de gancho, de nenhum fato que os evoque ou ressuscite suas ideias, como, digamos o desabrochar de uma ditadura e o surgimento de uma nova pestilência – para não falar da total degradação, pela TV, do conceito original de Big Brother. Uma infinidade de coisas pode, a qualquer momento, trazê-los de volta à memória coletiva. Constantemente em evidência, Orwell e Camus abriram este século como fecharam o outro, no topo dos intelectuais públicos e dos profetas políticos com maior índice de acertos. Volta e meia os franceses se perguntam “O que Camus teria dito disso?”, com a mesma frequência com que os ingleses (e americanos) especulam sobre o que Orwell teria escrito a respeito de, digamos, Maio de 68 e o nauseabundo culto às celebridades. Nas últimas semanas, Orwell e Camus voltaram ao noticiário. O primeiro com o anúncio de um museu a ser construído na casa onde ele nasceu; o segundo, por obra de um impasse surgido entre o presidente Nicolas Sarkozy e um dos herdeiros do escritor.

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